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Espanha garante proteção diplomática à flotilha de Gaza, enquanto Portugal rejeita

Espanha garante proteção diplomática à flotilha de Gaza, enquanto Portugal rejeita

O Governo espanhol garantiu hoje proteção diplomática à flotilha de Gaza, enquanto o executivo português rejeita.

“Queríamos que não houvesse flotilhas. Entendo que haja cidadãos que querem fazer o máximo possível. Também o Governo de Espanha é o que faz mais no mundo para parar esta guerra”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, citado pelo “El Mundo” a partir de declarações à Rádio da Catalunha.

José Manuel Albares recordou que a proteção diplomática já teve lugar noutras flotilhas e que “desta vez será igual”.

A flotilha de Gaza parte no domingo levando a bordo os portugueses Mariana Mortágua, líder do Bloco de Esquerda, a atriz Sofia Aparício ou o ativista Miguel Duarte.

O Governo português disse hoje que não considera ter qualquer obrigação para proteger diplomaticamente uma iniciativa da sociedade civil. “É algo que me parece inusitado”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

O Estado português “não tem nada que proteger, nem acompanhar” a flotilha, disse, citado pela “Lusa”.

“A iniciativa com certeza que é louvável, os próprios [integrantes] disseram que tem uma natureza simbólica e isso é compreensível, a situação da catástrofe humanitária em Gaza é realmente terrível e eu compreendo que cada um, à sua maneira, entenda usar os meios que deve, mas é uma iniciativa da sociedade civil”, segundo o ministro.

Mariana Mortágua disse esta semana: “Como deputada, a proteção diplomática de que disponho é útil para esta missão. Esta é uma das razões pelas quais acredito que é importante para mim participar, para que possa usar este estatuto para proteger a missão, quebrar o cerco e ajudar os barcos a chegar a Gaza”.

Mas o Governo português tem outra opinião. “A imunidade parlamentar da coordenadora do Bloco de Esquerda não dá a Mariana Mortágua imunidade diplomática”, segundo Paulo Rangel.

A flotilha Global Sumud parte de Barcelona amanhã, com a ativista sueca Greta Thunberg a bordo. Esta é a maior missão civil desde 2007 para tentar desafiar o cerco de Israel a Gaza, segundo os organizadores. Cidadãos de 44 países seguem a bordo.

jornaleconomico

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